De tanto queimar letras, sons, signos
Criamos artifícios e artefatos
Disformes e dançantes lapsos
Que a memória quer unir
De tanto proibir cores, flores, risos
Sistematizamos ofícios e encargos
Disformes e mutantes laços
Que o corpo quer repelir
Minha mão rasga mundos
Matérias e absurdos
Que se dissolvem
Tal qual bolas de sabão no ar!
Fernanda Ansolin