Nesse mundo de vida e morte
Não é como contar com a sorte
É uma luta diária sem par
Certamente não vim desse mundo
Decai de alguma outra esfera
Onde as coisas se passam de outra forma
Parecem estar num passado
Em que as pessoas ainda não eram feras
Porque nossas concepções modernas
Esses absurdos de comerciantes
Destroem todas as coisas belas
As transformam em números insultantes
As classificam em frias tabelas
Acredito ainda nos significados
Que um presente não é um suborno
É a doação de parte de mim
Como arrancar a minha própria carne
Lhe dar de beber do meu próprio sangue
Receber um presente é incorporar
Se tornar parte de outro
Não se usa a roupa de um inimigo
A não ser que o tenha vencido
Como se fosse um troféu
Pois em cada gesto vejo significado
Não é olhar é tanto quanto olhar
Calar é sonoro como falar
Música envolve em ambiente
A falta dela envolve pessoas
Quando eu olhar para o céu
Não estarei contando estrelas
Se seu olhar estiver distânte
Sei que não pensa em besteiras
E vou encerrando por aqui
O silêncio é importânte
Revela a dança universal dos mundos
Preste atenção
C.Gabriel
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